Agenda Musical – 18/05/2015

Lineker – Sesc Vila Mariana – 21/05/15 – quinta – 20h30 – R$ 6 a 20

O cantor paulistano apresenta o show ‘Lineker Canta Maysa’, no qual mostra várias fases da cantora e compositora Maysa (1936-1977), considerada a musa da música de ‘fossa’. Tecendo diferentes paisagens sonoras a partir do diálogo entre a voz, o corpo e a música eletrônica, Lineker revisita sucessos s de diferentes períodos da carreira de Maysa, como Meu Mundo Caiu, Adeus e Tarde Triste. Lineker será acompanhado por Chicão (piano e teclados) e Gustavo Lemos (live eletronics).

 

Cristiano Gouveia – Sesc Osasco – 23/05/15 – sábado – 14h – Grátis

Espetáculo: ‘Contação de histórias musicadas: Um tanto perdida e outras histórias maternas’.
Histórias que tratam da relação entre mães e filhos. Cristiano Gouveia desenvolve pesquisa ligada à criação de histórias cantadas, desde 2011. Atuou vários programas para o público infantil da TV Cultura, entre eles em Quintal da Cultura (ganhador do APCA em 2014), Castelo Rá Tim Bum, no qual interpretava o personagem Teobaldo.

 

Zé Barbeiro Quinteto – Sesc Santo André – 28/05/15 – quinta – 20h30 – Grátis

O violonista e compositor Zé Barbeiro é considerado pela critica um dos melhores compositores de choro da atualidade e um dos músicos mais influentes para a nova geração de chorões São Paulo. Artista de grande relevância no movimento de renovação do choro, não só pela forma de tocar seu violão de 7 cordas, como também pela característica de suas composições. Será acompanhado por Giba Favery (bateria), Edu Malta (baixo), Cesar Roversi (sax), Makiko Yoneda (piano) e Fabrício Rosil (cavaquinho).

 

Nhocuné Soul – Sesc Pompéia – 29/05/15 – sexta-feira – 21h30 – R$ 6 a 20

Show-festa 15 Anos da Nhocuné Soul – Participação de Dexter, Edvaldo Santana, Osvaldinho da Cuíca e Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes.
Com quinze anos de história e três álbuns gravados, a banda Nhocuné Soul é uma das mais atuantes na cena paulistana, com seu mix de samba, soul, funk, hip-hop e o peso da guitarra. Os responsáveis por essa sonoridade dançante são Jhonny Guima e Juninho Batucada (vozes e percussão), Ronaldo Gama (baixo e arranjo), Júlio César Silva (vários instrumentos), Luiz Couto (voz e guitarra) e Renato Gama (voz e violão).
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Agenda Musical

Cristiano Gouveia Conta e Canta Eva Furnari de 12 a 21/05 nos pontos BiblioSESC, em Santana

Esta contação de histórias musicada apresenta a obra da escritora ítalo-brasileira Eva Furnari.
Por meio de músicas e narrações, personagens como Felpo Filva, Pandolfo Bereba e Loló Barnabé ganham vida.

A apresentação se dirige a crianças e adultos.

Local: Pontos do BiblioSESC, acesse: http://www.sescsp.org.br/programacao
Entrada franca

Dia 16/05, Dani Mattos & Toque de Bambas homenageiam Adoniran Barbosa e Vanzolini no MuBE
No dia 16 de maio, sábado às 11h00, o Teatro MuBE Nova Cultural recebe o show Cronistas da Cidade, onde o grupo “Toque de Bambas” homenageia os dois grandes compositores, em apresentação que faz parte do projeto MPB na Cena.
Com toques de humor, o show busca ilustrar as canções com breves informações e diálogos desses compositores que retrataram a vida na capital durante o século XX. “Aliamos ao repertório musical desses mestres do samba, a poesia de Vanzolini, e diálogos cômicos criados por Adoniran e Osvaldo Moles para as típicas personagens das novelas de rádio”, explica a cantora e pesquisadora, Dani Mattos.
O show busca um encontro original entre Paulo Vanzolini e Adoniran Barbosa, dois grandes cronistas da capital paulista, em poesia, prosa e música. Aliamos ao repertório musical de ambos a poesia de Vanzolini e a invenção de Adoniran; as personagens e os diálogos cômicos criados por ele e Osvaldo Moles para as antigas novelas de rádio.
Ambos, Adoniran e Vanzolini, capturaram esse jeito de ser peculiar do habitante da cidade recém metrópole, repleta de viadutos e edifícios altos, mas também de arrabaldes, vilas e ruas de aspecto interiorano, onde a luz da Light sempre acaba e começam a vela e o querosene.

Sobre Dani Mattos & Toque de Bambas

Formado em 2008 em rodas de samba, Dani Mattos & Toque de Bambas exploram compositores e temas da história do samba e da Música Popular Brasileira, do século 20 até os dias atuais. A proposta do grupo é a exaltação de sambas clássicos, atemporais por meio de vasta pesquisa sobre as obras de compositores como: Vanzolini, Germano Mathias, Adoniran Barbosa, Geraldo Pereira, Príncipe Pretinho e outros grandes nomes eternizados por suas canções.
O grupo é formado por Dani Mattos (voz, direção musical e artística), Tito Longo (vocal, cavaquinho, arranjos e direção musical); Rodrigo Carneiro (7 cordas), Edu Batata (vocal e percussão) e Koka Pereira (percussão).
O espetáculo traz como convidado especial o cantor e compositor Rogério Santos e os violonistas Ítalo Peron e Floriano Vilaça. O evento tem apoio cultural da Porto Seguros Cia. de Seguros Gerais.

Local: Teatro MuBE
End.: Avenida Europa, 218- Jardim Europa
(entrada pela Rua Alemanha, 221) São Paulo – SP
Ingressos: acesse http://www.mubenovacultural.com.br/bilheteria.php

Dia 16/05 tem show do grupo Samba Virado, no Itaú Cultural
Na abertura da Ocupação Ivone Lara – sábado, 16 –, o público pode cantar, dançar ou conhecer os 12 principais clássicos da sambista homenageada na exposição, em uma roda que o grupo Samba Virado apronta, às 12h e às 17h, ao lado do espaço expositivo.
Samba Virado é Edinho Almeida (voz e violão), Mestre Nico (percussão), Ricardo Perito (cavaco), Tiganá Macedo (percussão) e Victor Eduardo (percussão). A formação se deu para a homenagem à baluarte do samba Dona Ivone Lara e as releituras primam pela reverência e respeito, ressaltando das músicas o caráter à frente de seu tempo da produção da artista.

Instituto Itaú Cultural, 16/05 as 12h no Piso Paulista
End.: Av. Paulista, 149 – São Paulo – SP
Entrada franca

Escola do Auditório Ibirapuera faz apresentação no dia 16/05 com participações de Nailor Proveta, Beto Montag, Marquinho Mendonça e Gian Correa em comemoração a formatura de alunos.

Para comemorar a formatura, 12 alunos da turma de 2013-2014 da Escola do Auditório Ibirapuera realizam um concerto no palco da casa, que contará com participações especiais de Marquinho Mendonça, Gian Correa, Nailor Azevedo “Proveta” e Beto Montag, e repertório que transita entre os universos erudito e brasileiro.

A Escola do Auditório, gerida pelo Itaú Cultural, oferece curso livre de música a 170 alunos, entre crianças e adolescentes vindos, a maioria, por meio de seleção na rede municipal de ensino de São Paulo.

Local: Auditório Ibirapuera, 16/05 as 21h
End.: Parque do Ibirapuera, portão 02 – São Paulo – SP
Entrada franca

SESC Vila Mariana recebe o espetáculo “Lineker Canta Maysa” no dia 21/05

O cantor Lineker apresenta um espetáculo musical criado a partir da obra da cantora e compositora Maysa.
Tecendo diferentes paisagens sonoras a partir do diálogo entre a voz, o corpo e a música eletrônica, o trabalho revisita canções de diferentes períodos da carreira da artista que se tornou célebre por composições como Meu Mundo Caiu, Adeus e Tarde Triste.

Com Lineker (voz), Chicão (piano e teclados) e Gustavo Lemos (live eletronics).

Local: SESC Vila Mariana, 21/05 as 20h30
End.: Rua Pelotas, 141 – São Paulo – SP
Ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00

 

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Ministro Juca Ferreira fala sobre o impacto da crise econômica na Cultura e destaca: “Trabalhamos com Dilma para que corte na Cultura não seja burro”

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Diante da crise econômica e política que se instalou definitivamente no Brasil após a reeleição de Dilma Rousseff, o país começa a assistir a uma série de medidas que tentam conter gastos, rever planejamentos e, ainda no meio de tudo isso, contornar o desânimo que se instala na sociedade. Na área de Cultura, historicamente uma das mais esquálidas dentro do bolo orçamentário da União, o impacto desse pacote costuma ser dos piores, e o setor teme pelo seu futuro.

Mas o sociólogo e ambientalista baiano Juca Ferreira, 66 anos, que assumiu pela segunda vez o Ministério da Cultura (sua primeira gestão foi em substituição a Gilberto Gil, entre 2008 e 2010), garante que não se surpreende, nem se assusta com a falta de dinheiro. “Para mim, orçamento baixo em Cultura é ponto de partida”, diz. E, em outro momento, reforça: “Dinheiro não é tudo”.

Mesmo assim, o momento no Governo é de brigar por maiores fatias do bolo, e ele não se furta à luta, aproveitando, inclusive, a fase de dieta de Dilma para marcar posição: “Chegam três pessoas numa clínica de emagrecimento: um gordão, um com peso normal e um magricela. Se o médico disser assim: ‘Eu vou cortar 35% de todos vocês’, o obeso talvez depois tenha que reduzir ainda mais o peso e o magricela morre”, argumentou com a presidenta.

É constante seu chamado à era “Gil-Juca” ao defender os projetos que tem desenhados para seu trabalho atual – como a reforma da Lei Rouanet, a criação do fundo ProCultura e a reativação dos Pontos de Cultura – e ao rebater críticas e acusações como as que a senadora e ex-ministra Marta Suplicy se acelerou em fazer assim que ele assumiu.

Mas, mesmo em terrenos espinhosos como esse e o da atual crise do PT, ele trata de manter a simplicidade das elaborações. “Ela se incomodou com o fato da presidenta ter me escolhido para coordenar a área cultural da campanha”, alfineta, sobre o desencontro com Marta. Critica a ex-prefeita nas entrelinhas, mas evita o alarde: “Foi apenas algo circunstancial”.

Pergunta. Que balanço você faz desses primeiros meses novamente à frente do Ministério de Cultura?

Resposta. Completamos cem dias recentemente. Quando cheguei, percebi que parte do que tínhamos construído tinha se enfraquecido. Algumas políticas e programas tinham perdido força e, internamente, o Ministério precisava ser reaquecido. Eu trabalho sempre com a perspectiva de que é preciso modernizar e dar eficiência ao Estado brasileiro. Conversei com a presidenta quando assumi e disse: “Olha, encontrei um Ministério com dificuldades de funcionamento, mas nada que em três meses a gente não resolva”. E a gente já começa a ter um perfil de um Ministério moderno, contemporâneo. Retomamos esses programas, como os Pontos de Cultura, revitalizando-os e assumindo toda uma plataforma nova.

A Lei Rouanet constitui uma pirâmide de privilégios e está absolutamente concentrada. Quase 90% do dinheiro fica na região Sudeste, e 80% fica dentro do Rio e de São Paulo, e no Rio e em São Paulo beneficia sempre pros mesmos.
P. Dizem que fazer algo pela segunda vez é mais fácil. Você concorda?

R. A gente amadurece. Na primeira vez, tivemos que fundar um conceito de gestão cultural. O Ministério já existia há mais ou menos 20 anos, quando o assumimos, em 2003. Mas até Gilberto Gil, o Ministério da Cultura não tinha dito a que veio. Não fazia nenhuma intervenção ampla, não trabalhava pras necessidades e demandas da população. Era um Ministério que se relacionava com alguns artistas, não trabalhava com o conceito de política pública. E nós o fundamos. Questionamos o modelo de desenvolvimento o tempo inteiro. Se você vir, as falas de Gil e minhas sempre foram no sentido de que é preciso Educação de qualidade, ao acesso de todos, e também acesso pleno à Cultura. Passei dois anos na Espanha, em Madri, trabalhando na secretaria geral ibero-americana, e pude fazer um balanço. Vi que tínhamos ampliado o conceito de cultura, fortalecemos muito a dimensão sociocultural através do protagonismo da sociedade e da valorização de todas as manifestações culturais. Percebi também que tínhamos trabalhado menos as linguagens artísticas. Agora vamos reconstituir políticas paras as artes que respondam às necessidades do século XXI, o que já reflete essa maturidade.

Facebook, censura e indígenas

Retrato de índios botocudos de 1909, feito por Walter Garbe.
Dias depois de a presidente Dilma Rousseff anunciar parceria do Governo federal com o Facebook no mês passado, o site de Marc Zuckerberg voltou a ser notícia em Brasília. O ministro da Cultura convocou uma entrevista coletiva para anunciar que a pasta entraria com medidas legais contra a rede social por causa da censura de uma foto de indígenas botocudos. O casal, retratado no começo do século passado, estava na página do Minc no Facebook.
“Fomos surpreendidos com censura de uma foto de um portal nosso”, conta Juca Ferreira, citando o Brasiliana Fotográfica, criado por uma parceria da Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles para disponibilizar fotografias históricas. “Ligamos pro Facebook, e eles disseram que não se submetem à legislação dos países onde operam e sim ao tribunal da Califórnia. Eu achei que eles estavam agredindo a soberania brasileira e também os povos indígenas, que vão ter que se travestir de não índio para aparecer no Facebook… Isso é um tipo de etnocídio – simbólico, mas etnocídio”, segue o ministro.
O Facebook voltou atrás na censura e a foto dos indígenas foi republicada. A empresa disse que “assim como qualquer outra mídia, temos limitações com nudez” e que está aberta a receber “feedback”.
Mas, para o ministro, a história não termina aí. Ele promete levar o caso a fóruns internacionais. “É preciso regulamentar democraticamente a rede, para que ela não tenha esses sistemas supranacionais, sem nenhuma transparência de critérios. Nós não somos obrigados a importar o moralismo americano. Mais da metade dos brasileiros, 53%, confunde Facebook e Internet. E o uso aqui é um dos maiores do mundo. É um instrumento público, administrado por uma empresa privada. A gente reconhece a importância do Facebook, mas essas empresas globais, que operam nas nuvens, têm que se submeter a normas e padrões internacionais de legislação.”
P. Você está me falando da sua concepção de cultura. A presidenta citou a “pátria educadora” ao assumir o segundo mandato. Na sua opinião, por que cultura e educação andam pouco de braços dados no Brasil e o que você prevê para enlaçar essas duas áreas irmãs?

R. Já temos algumas ações que vêm da minha época, como o Mais Cultura nas escolas e universidades, e há outras relações em parceria com o Ministério da Educação, mas evidentemente é insuficiente. Hoje, a escola está disponível para o conjunto da população brasileira em todo o território nacional, mas é preciso qualificar a Educação. Já tivemos uma primeira reunião com o ministro da Educação, Renato Janine, que foi excelente, e definimos um programa de longo, médio e curto prazo que supere essa dificuldade de interação entre as duas áreas. Cultura e arte têm que estar presente no currículo das escolas e no turno em que os estudantes não estão na sala de aula. É preciso disponibilizar o deleite estético, o acesso à linguagem artística…

P. O momento político é especialmente delicado, e talvez por isso críticas não faltem. Como você reage às críticas ao seu trabalho, em especial às críticas e acusações de “desmandos” da senadora e ex-ministra Marta Suplicy?

R. Na verdade, a gente tem sido elogiado. Minha posse foi a que teve a maior quantidade de gente entusiasmada. Houve uma demanda de amplos setores da cultura, de artistas, produtores culturais e representantes de povos indígenas de que eu voltasse pro Ministério, porque houve uma quebra de um processo de democratização e de qualificação da ação do Estado na área cultural. Cheguei energizado por um apoio muito grande de amplos setores. O incidente com a Marta foi muito circunstancial e passageiro. Nunca tinha tido problema com ela, inclusive eu a elogiei no passado, dizendo que ela era a possibilidade da volta do Ministério ao século XXI. Mas, quando começou o processo de afastamento do PT, ela se incomodou com o fato da presidenta ter me escolhido para coordenar a área cultural da campanha. Ficou muito enciumada. Quando o presidente Lula estava falando em um ato de campanha no Rio de Janeiro e fez referência à presença dela e à minha, eu fui mais aplaudido do que ela. Aquilo criou um constrangimento, e depois saiu um coro, inclusive: “Volta, Juca! Volta, Juca!”. Ali começou uma dificuldade, e depois ela fez uma insinuação que teria ocorrido “desmandos” na minha gestão. Eu sei ao que ela está se referindo: aos Pontos de Cultura, dizendo que eles não prestavam conta do recurso público que recebiam. E à Cinemateca Brasileira.

P. Qual é a situação da Cinemateca?

R. O cinema brasileiro perdeu boa parte dos seus filmes. Tem décadas do século passado que já não têm nem a metade dos filmes disponíveis, porque o tempo corroeu as cópias. Então, nós, ainda na gestão de Gil, percebemos que era preciso investir na memória do audiovisual brasileiro. Investimos 105 milhões de reais na Cinemateca e a equipamos. Hoje, ela é considerada a terceira melhor cinemateca do mundo. O processo de suspensão [da Sociedade dos Amigos da Cinemateca] está sendo concluído agora, e eu tenho certeza de não tem nenhuma anormalidade. A insinuação da Marta foi fruto desse processo de ir constituindo um afastamento do PT. Pra mim, foi circunstancial, e dei a resposta que tinha que ser dada. Ela foi irresponsável no comentário. Você não pode disponibilizar a ética de pessoas decentes pro jogo político. Isso é próprio da política brasileira. Hoje, ninguém xinga a mãe do outro. Diz que é corrupto, e aí a pessoa passa anos tentando provar que não é. Mas, com alguém que já tem mais de 45 anos na política e nunca teve nenhum deslize, não é muito difícil mostrar a irresponsabilidade da insinuação.

P. A Lei Rouanet já se tornou uma bandeira da sua atual gestão. Aonde você gostaria de levá-la?

R. É uma bandeira desde a gestão passada. Eu rodei o Brasil por oito anos, como secretário executivo e ministro, discutindo a Lei Rouanet. Preparamos um projeto de substituição da lei por um outro modelo de modelo de financiamento e fomento à cultura. A Rouanet constitui uma pirâmide de privilégios e está absolutamente concentrada. Quase 90% do dinheiro fica na região Sudeste, e 80% fica dentro do Rio e de São Paulo, e no Rio e em São Paulo beneficia sempre pros mesmos. Quem define como usar esse dinheiro, que é público, fruto de 100% de renúncia fiscal, são os departamentos de marketing das empresas. Só usam esse dinheiro em produções que podem reforçar a imagem da empresa. É uma distorção absoluta: usar dinheiro público com critérios privados… É um ovo de serpente do período em que o neoliberalismo predominou nas políticas governamentais no país, na época do Collor. E sobrevive até hoje, porque gerou interesses, e esses interesses resistem à ideia de você criar um fundo nacional. Só que quem define o uso do dinheiro público são as estruturas públicas, com critérios públicos. Não sou jurista, mas tenho certeza que é uma lei inconstitucional. Tem um princípio constitucional que diz que o uso do dinheiro público não é fruto do livre arbítrio do gestor. Todo projeto de lei tem um arrazoado inicial, que é justamente o custo-benefício daquela ação. Usar dinheiro do Estado com critérios de marketing e sempre transversalmente aos interesses e às necessidades culturais do país? É uma maneira de privatizar um recurso público.

O evento mais visto do mundo é a abertura das Olimpíadas. Nas duas solenidades, a abertura e o encerramento, a gente vai acompanhar e dar alguma opinião. Eu não sei dizer o que podemos esperar, mas queremos ter uma interferência e o mínimo de recurso
P. E de que maneira o ProCultura poderá contornar essa situação?

R. O ProCultura criou um fundo nacional para financiar as atividades culturais da população. Define uma grade critérios complexa, inclusive proporcionalidades, a depender da densidade populacional, da riqueza cultural, da quantidade de projetos… Avalia-se os projetos, sob o ponto de vista do mérito e da relevância pra cultura do país, e quando há interesse da empresa se associar, ela tem que botar no mínimo 20%, porque em uma verdadeira parceria as duas partes têm que de alguma maneira colaborar. Hoje, o Governo entra com dinheiro e a empresa decide pra quem vai.

P. E outras bandeiras do seu trabalho como ministro da Cultura, desde antes, como os Pontos de Cultura, os direitos autorais e o Vale Cultura… O que podemos esperar?

R. Os Pontos de Cultura já estão sendo reativados. Nós acabamos de regulamentar a lei Cultura Viva – que abriga o programa –, o Congresso aprovou e já estamos preparando os primeiros editais. Sobre o Vale Cultura, nesse momento de retração econômica, os empresários resistem em incorporar qualquer benefício aos trabalhadores, mas vamos negociar. Uma ou outra dificuldade operacional que surgiu, nós vamos corrigir. Em direitos de autor, estamos avançando. Mais de 60.000 pessoas participaram diretamente das reuniões técnicas, conversas e seminários, trouxemos especialistas de outros lugares do mundo e preparamos um projeto. Tivemos uma resistência enorme do ECAD, porque insistíamos que a arrecadação da instituição era feita sem nenhum controle por parte do artistas e da sociedade. A outra parte, que é a modernização do direito autoral, a ponto de garanti-lo num ambiente digital, nós ainda vamos viver. O último esforço será reapresentar a proposta no Congresso, para poder ter uma lei que seja capaz de garantir a realização plena do direito autoral no Brasil.

P. Você é familiarizado com a programação cultural e o orçamento do Sesc-SP? Como se sente tendo um orçamento menor que o deles no Minc, se descontados os valores de lei de incentivo?

R. Sou, bastante. É um orçamento invejável. Acho são 1,5 bilhões de reais, e sem a responsabilidade que nós temos de fomentar, apoiar, criar infraestrutura e transferir recursos. Mas nem tudo é dinheiro. A gente avançou muito nos conceitos e continuamos avançando. Hoje, reconhece-se internacionalmente que nós estamos fundando um novo conceito de gestão cultural, ou seja, da presença do Estado democrático junto à cultura. Nós vamos criar uma cátedra com a chancela das Nações Unidas para aprofundar a elaboração deste conceito de gestão cultural desenvolvido aqui. Isso já nos garante a possibilidade de dar saltos de qualidade. Segundo, quando nós chegamos no Ministério, em 2003, o orçamento era 287 milhões. Quando eu saí, em 2010, era de 2,3 bilhões. É um crescimento avassalador. Perdemos um pouco de lá pra cá, pela perda de protagonismo do Ministério da Cultura. Mas isso é conquistado. O dinheiro vai aparecendo à medida em que você vai trabalhando e evoluindo. Pra mim, é ponto de partida orçamento baixo. Eu luto por aumentar, mas não é um impeditivo para avançar.

P. E qual é a perspectiva para o orçamento da pasta neste ano?

Estamos trabalhando com a presidenta para que o corte não seja burro, não seja igual para todas as áreas. A Cultura tem um percentual muito baixo dentro do bolo orçamentário
R. Estamos trabalhando com a presidenta para que o corte não seja burro, não seja igual para todas as áreas. A Cultura tem um percentual muito baixo dentro do bolo orçamentário, mas você pode fazer um manejo. Tem uma PEC – à qual sou totalmente favorável – que está tramitando e que tenta criar um índice mínimo do orçamento para a Cultura: 2% no Governo federal, 1,5% nos Governos estaduais e 1% nos municípios. Quando fui argumentar com a presidenta e o conjunto de ministros da área econômica, disse: “Presidenta, eu vou usar uma metáfora que, como você está fazendo dieta, vai compreender. Chegam três pessoas numa clínica de emagrecimento: um gordão, um com peso normal e um magricela. Se o médico disser assim: ‘Eu vou cortar 35% de todos vocês’, o obeso talvez depois tenha que ir ainda pra uma nutricionista para reduzir ainda mais o peso; o de peso normal vai sair um pouco enfraquecido, mas tem todas as condições de rapidamente se recuperar; mas o magricela morre”. Evidentemente dei uma sustentação técnica com os gráficos da perda desse orçamento que conquistamos nos oito anos do presidente Lula, e conseguimos sensibilizá-la. Agora estamos na fase de negociação. Estranhamente, o Brasil ainda não tem o orçamento definitivo. Mas estão fechando, e vamos ser tratados com um nível de cuidado maior.

P. Você criticou o programa cultural apresentado para a Copa do Mundo. O que virá para as Olimpíadas?

R. Todo mundo reconhece que foi muito ruim. É o tipo da crítica que, até agora, não teve nenhum rebatimento. Ninguém defendeu. Me ofereci, e o Governo federal aceitou que eu participe do comitê que está organizando as atividades culturais da Olimpíada. Nas duas solenidades, a abertura e o encerramento, a gente vai acompanhar e dar alguma opinião. Eu não sei dizer o que podemos esperar, mas queremos ter uma interferência e o mínimo de recurso. O evento mais visto do mundo é a abertura das Olimpíadas, são quatro bilhões de pessoas que assistem. É uma oportunidade do Brasil se apresentar, e há muito mais países envolvidos do que na Copa. É um excelente momento pra gente fortalecer a presença da cultura brasileira no mundo e no próprio Brasil.

P. Qual é o diálogo que a cultura brasileira mantém com o exterior hoje?

R. Existe um forte diálogo. Nas feiras literárias, por exemplo, a gente tem sido homenageado por vários países do mundo. Nós temos um programa de tradução de escritores brasileiros no exterior, que tem sido muito bem-sucedido. Já temos mais de cem autores com três, quatro obras traduzidas. Isso tem colocado esses autores nas estantes do mundo inteiro e tem tido uma boa receptividade. É um programa que eu pretendo fortalecer e apoiar.

P. O meio editorial teme pelo fim desse programa.

R. Eu não posso garantir nada, porque a gente está negociando a redução do corte orçamentário, mas é um programa pelo qual eu tenho muito apreço, e a gente quer fortalecê-lo. É normal que as pessoas pressionem no sentido de continuar, porque é um programa bem sucedido.

P. Você tem críticas ao atual Governo e ao PT, que lida com escândalo de corrupção na Petrobras?

O Governo Lula conseguiu melhorar o padrão de vida das pessoas, aumentando o poder aquisitivo, mas teve uma incidência mais dentro de casa e dentro da cabeça das pessoas.
R. Não é de bom tom que um ministro fique fazendo críticas ao Governo do qual ele participa. Há uma necessidade de compartilhamento das dificuldades. É semelhante a casamento. “Na riqueza e na pobreza. Na alegria e na tristeza…”. Quando a presidenta me convidou [para ser ministro], ela disse que queria uma retomada do desenvolvimento cultural que tínhamos deflagrado no Governo Lula. Por outro lado, acho que a crise econômica internacional chegou ao Brasil. De alguma maneira, nós nos atrasamos um pouco em tomar as medidas necessárias. A economia brasileira precisa entrar na área de economias com grande valor agregado – e a economia cultural é uma possibilidade de diversificação. Se não, com a atual dependência de commodities agrícolas e minerais, a gente oscila junto com os ciclos econômicos mundiais. Acho que outro aspecto negativo é que a corrupção no Brasil é forte e generalizada – não é de um partido nem de um Governo. Se fosse unilateral seria mais fácil… É preciso constituir uma nova base e ter mais rigor do que se tem. Por fim, os serviços públicos no Brasil são muito ruins. O Governo Lula conseguiu melhorar o padrão de vida das pessoas, aumentando o poder aquisitivo, mas teve uma incidência mais dentro de casa e dentro da cabeça das pessoas. Quando elas saíram da contingência da necessidade absoluta com um pouco de recursos, passaram a querer uma vida mais saudável. A mobilidade é péssima, o sistema de saúde é péssimo, a educação ainda está muito aquém da necessidade… Nessa atualização do Estado brasileiro, o Governo precisa se empenhar de uma forma mais decisiva pra que a gente possa reverter a expectativa negativa que existe no momento no Brasil.

Quem é Juca Ferreira

Ex-militante estudantil, Juca Ferreira (Salvador, 1949) passou nove anos exilado no Chile, na Suécia e na França, onde se formou em Sociologia, durante o regime militar brasileiro. De volta ao Brasil, assumiu diferentes funções na área de cultura e de meio ambiente – entre elas, foi Secretário de Meio Ambiente da prefeitura de Salvador e também assessor especial da Fundação Cultural do Estado da Bahia, além de duas vezes vereador em Salvador – até se tornar secretário executivo de Gilberto Gil, quando o cantor e compositor assumiu o Ministério da Cultura, em 2003. Cinco anos mais tarde, com a saída de Gil, ele deixa o papel de braço direito para assumir o comando da pasta.
A experiência sob Lula e Gil definiu para Juca uma espécie de legado calcado no desenvolvimento de políticas públicas, no estímulo da diversidade cultural brasileira e no que ele chama de modernização e democratização da Cultura no país.

Fonte e créditos: Portal “El Pais”

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SESI SANTANA DE PARNAÍBA ABRE INSCRIÇÕES PARA O EDITAL LOCAL DE SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS 2015

Até o 17/05/2015, o SESI Santana de Parnaíba recebe inscrições para o Edital Local de Chamamento 2015 – Projetos Culturais. Serão selecionadas propostas nas áreas de Música e Artes Cênicas (teatro, teatro-dança, dança, circo-teatro, performances e teatro de bonecos e formas animadas). Os trabalhos selecionados integrarão a programação cultural 2015 do SESI Santana de Parnaíba.
A iniciativa visa estimular a produção cultural da cidade por meio da escolha de projetos de grupos e artistas sediados a no máximo 250 km do SESI Santana de Parnaíba. Dessa forma, o edital busca identificar propostas que estejam alinhadas com os objetivos do SESI-SP – voltados à formação de públicos para as linguagens de Artes Cênicas e Música.
Os interessados devem encaminhar as propostas pelo correio para o endereço da unidade com a especificação Edital de Chamamento 2015 – Projetos Culturais – Modalidade (Artes Cênicas ou Música) descrita no campo do destinatário.
O edital completo e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.sesisp.org.br/parnaiba O resultado será publicado no mesmo site a partir do dia 08 de junho de 2015.
O envio de projetos deve ser realizado obrigatoriamente pelos Correios para o seguinte endereço:
SESI-SP – Serviço Social da Indústria
Centro de Atividades do SESI Santana de Parnaíba
Rua Conselheiro Ramalho, 264, Cidade São Pedro
Santana de Parnaíba – CEP 06535-175

Edital Local Chamamento 2015 – Projetos Culturais
Inscrições: de 27 de abril a 17 de maio de 2015
Resultados: a partir de 08 de junho no site
Mais informações: (11) 4156-9848 ou pelo e-mail cacsantanadeparnaiba@sesisp.org.br

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DIA 29/04/2015: MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DA EMESP, DA MÚSICA E DA CULTURA DE SÃO PAULO

A música e cultura paulistas estão sob gravíssima ameaça.
Alguns equipamentos e programas muito importantes estão com suas operações gravemente comprometidas por conta da maneira selvagem e pouco responsável como se tem operado, por parte do Governo Estadual e de sua Secretaria de Cultura, um enorme corte orçamentário.
A EMESP (antiga ULM), por exemplo, que tem tido papel fundamental na formação de músicos em São Paulo, e portanto, papel fundamental para a cultura e música do nosso Estado e do Brasil, será obrigada a diminuir em cerca de 200 vagas, aquelas oferecidas para ingresso de novos alunos. Isso mesmo, duzentas. As demissões já começaram e a continuidade de várias ações está inviabilizada. A situação das Fábricas de Cultura é também dramática. Não podemos aceitar passivamente isso. Temos que reagir exigindo que o Estado entenda a importância estratégica e vital da Cultura.

A Cooperativa de Música se solidariza com toda a comunidade da EMESP; com todos os demais profissionais da Cultura de São Paulo; com todos que estão com o acesso à formação e à fruição cultural comprometidos e, como instituição composta por profissionais da Cultura de São Paulo, junto com todos que se importam com a Cultura, chama todos a estarem na mobilização em favor da Cultura, nessa quarta-feira, 29 de Abril, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e a estarem às 18:00 na Audiência Pública,também na Assembleia Legislativa, na Sala Franco Montoro.

CONTRA O DESMONTE DA EMESP E DAS OFICINAS, PELA CULTURA DE SÃO PAULO, TODOS À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, QUARTA ÀS 16:30.

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SESI COTIA ABRIRÁ EM 27/04/2015 AS INSCRIÇÕES PARA O EDITAL LOCAL DE SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS 2015

Até o 17 de maio de 2015, o SESI Cotia recebe inscrições para o Edital Local de Chamamento 2015 – Projetos Culturais. Serão selecionadas propostas nas áreas de Música e Artes Cênicas (teatro, teatro-dança, dança, circo-teatro, performances e teatro de bonecos e formas animadas).
Os trabalhos selecionados integrarão a programação cultural 2015 do SESI Cotia.
A iniciativa visa estimular a produção cultural da cidade por meio da escolha de projetos de grupos e artistas sediados a no máximo 250 km do SESI Cotia. Dessa forma, o edital busca identificar propostas que estejam alinhadas com os objetivos do SESI-SP – voltados à formação de públicos para as linguagens de Artes Cênicas e Música.

Os interessados devem encaminhar as propostas pelo correio para o endereço da unidade com a especificação Edital de Chamamento 2015 – Projetos Culturais – Modalidade (Artes Cênicas ou Música) descrita no campo do destinatário.

O edital completo e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.sesisp.org.br/cotia
O resultado será publicado no mesmo site a partir do dia 08 de junho de 2015.

O envio de projetos deve ser realizado obrigatoriamente pelos Correios para o seguinte endereço:
SESI-SP – Serviço Social da Indústria
Centro de Atividades do SESI Cotia
Rua Mesopotâmia, 300 – Jd. Passargada – CEP 06712-100 – Cotia/SP

Inscrições: de 27 de abril a 17 de maio de 2015
Resultados: a partir de 08 de junho de 2015 no site www.sesisp.org.br/cotia
Mais informações: (11) 4617-9248 ou pelo e-mail: suely.reis@sesisp.org.br

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A Virada Cultural 2015 receberá propostas até dia 27/04

Virada Cultural – Oficial está recebendo propostas de projetos artísticos e culturais para integrar a sua 11ª edição. Por meio de um formulário específico, poderão ser enviados projetos para análise da comissão curadora. Não serão aceitos projetos enviados por e-mail e nem entrega de materiais pessoalmente. Saiba como se inscrever acessando: http://goo.gl/UMpDjf
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Agenda Musical

Dia 11/04 tem contação de histórias com o grupo Girasonhos no SESC Sorocaba

Uma apresentação do grupo Girasonhos, dura cerca de uma hora, onde são contadas três ou quatro histórias, intercaladas com brincadeiras e músicas interativas

A música e os efeitos sonoros não funcionam apenas como fundo e sim, como elemento narrativo, acentuando a narração e provocando uma sensação próxima a das antigas rádio-novelas, onde a voz e a música conduzem e desenham os personagens e situações na imaginação de quem ouve.

Local: SESC Sorocaba – 11/04 as 16h na área de convivência
End.: Rua Barão de Piratininga, 555 – Sorocaba – SP
Evento gratuito

Lineker se apresenta no dia 17/04 no SESC Pinheiros com seu show “eLe”

O bailarino, performer e cantor Lineker apresenta um show libertário e antropofágico, trazendo canções de novos compositores da MPB junto a seu mais novo single, “Gota por Gota”, composição de Lê Coelho que acaba de ser lançada em clipe.
No palco, Lineker explora a interpretação musical a partir de várias linguagens e discute a questão das fronteiras de gênero.

Local: SESC Pinheiros – 17/04 as 20h
End.: Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros – São Paulo – SP
Evento gratuito

Dia 18/04 tem show da banda Ali na Esquina, no SESC Sorocaba

Em seu primeiro disco lançado em 2014, o Ali na Esquina traz a atmosfera do Southern Rock, o Rock’n Roll criado no sul dos Estados Unidos, adicionando ao gênero, diversos elementos, ritmos e sonoridades brasileiras e regionais.
Através de seu repertório e show, o Ali Na Esquina mescla a organicidade do Rock’n Roll de raiz, e seus gêneros mais influentes como o Blues, o Jazz e o Country, aos gêneros tradicionalmente brasileiros como a Moda e o Pagode de Viola, o Choro, o Frevo, a música de Minas Gerais e a música caipira brasileira.
Com estas interações, as composições do Ali Na Esquina dialogam as tradições e raízes de tantos gêneros caipiras presentes em diversas partes da América; e fazem do Rock Instrumental um gênero capaz de unir as mais ricas sonoridades, mantendo viva a música de raiz e também a energia e peso do Rock’n Roll.

Local: SESC Sorocaba – 18/04 as 20h – Área de convivência
End: Rua Barão de Piratininga, 555 – Sorocaba – SP
Evento gratuito

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Teatro Sérgio Cardoso promoverá ciclo de palestras gratuitas para discutir o movimento Hip-Hop

O Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promove ciclos de atualidades gratuitas sobre diversas linguagens artísticas, sob direção de pesquisadores, professores, profissionais da área e artistas.
No mês de abril serão realizadas palestras sobre o universo do Hip Hop com Eugênio Lima,pesquisador da cultura afrodiásporica e professor de Sonoplastia da Escola São Paulo de Teatro. Elas ocorrem no saguão da Sala Sérgio Cardoso, nos dias 2, 9 e 30 de abril, das 18h às 19h30.

Neste módulo, as discussões partem do surgimento do Hip Hop até o impacto da música na política.

Programa:
02/04 – Dos Gritos da África para o sul do Bronx: e no início era festa…
09/04 – Da São Bento pra cá: HIP HOP no Brasil.
30/04 – Cultura HIP HOP: Música e Política.

Eugênio Lima
Membro Fundador do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e da Frente 3 de Fevereiro, integrante da banda CORA-Orquestra de GroovesAfrobrasileira.Dj, Ator-Mc, Pesquisador da cultura afrodiásporica, Professor de Sonoplastia da SP Escola de Teatro, apresentador do programa Vitrola Livre da Radio UOL.

TEATRO SÉRGIO CARDOSO – Saguão da Sala Sérgio Cardoso
“Ciclo de Atualidades: Hip Hop”
Com Eugênio Lima
Dias 02, 09, 30 de abril
das 18h às 19h30
Entrada Franca
Classificação: Livre
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Saguão Sala Sérgio
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo – SP
Estações do Metrô próximas: São Joaquim e Brigadeiro
Linhas de ônibus: 475M-10 Jd. da Saúde; 967A-10 Imirim/Pinheiros
Capacidade: 50 lugares

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Agenda Musical

Quaternaglia se apresenta no Teatro Tapera das Artes em Aquiraz – CE, no dia 28/03

O Quaternaglia Guitar Quartet (QGQ) tem sido aclamado como um dos mais importantes quartetos de violões da atualidade, tanto pelo alto nível de seu trabalho camerístico como por sua importante contribuição para a ampliação do repertório. Em mais de vinte anos de atuação, o grupo – formado pelos violonistas Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla e Sidney Molina – vem estabelecendo um cânone de obras originais e arranjos audaciosos, o que inclui a colaboração com compositores como Leo Brouwer, Almeida Prado, Egberto Gismonti e Paulo Bellinati.
Os músicos do Quaternaglia utilizam três violões de seis cordas e um violão de sete cordas especialmente construídos pelo luthier brasileiro Sérgio Abreu.

Entrada franca
Maiores informações sobre a apresentação, acesse: www.taperadasartes.org.br

 

Ana Cláudia César é a palestrante do dia 30/03 e se apresenta com grupo Choronas encerrando o projeto: “Mulheres no Choro: de Chiquinha Gonzaga às Choronas” no Centro de Pesquisa e Formação do SESC.

Nesse último encontro do projeto “Mulheres no Choro: de Chiquinha Gonzaga às Choronas”, Ana Cláudia César será a palestrante de encerramento e ainda haverá a participação especial do Grupo “Choronas”.
O Grupo completa 20 anos e nesse momento especial será apresentada uma contextualização histórica do primeiro grupo de Choro feminino com a formação, concepção, desenvolvimento e perfil desse trabalho que transformou o cenário do Choro Brasileiro.

Pra finalizar haverá execução musical da trajetória dos 03 Cd’s lançados pelo grupo: Atraente, Choronas Convida e O Brasil toca Choro.

Ana Claudia César é fundadora do Grupo ‘Choronas’, mestre em Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, atualmente é professora da Escola Municipal de Iniciação Artística.

Local: SESC – Centro de Pesquisa e Formação – 30/03 as 19:30h
End.: Rua Dr. Plínio Barreto, 285
4º andar do prédio da FecomércioSP
Bela Vista – São Paulo/SP
Preços: R$ 15,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 25,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 50,00 – inteira

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