O Selo Cooperativa, ação pioneira no universo das cooperativas culturais, foi criado em 2007 pela Cooperativa de Música de São Paulo para dar vazão à produção fonográfica dos músicos cooperados. Filiado à Associação Brasileira de Música Independente (ABMI) e à Associação Brasileira de Música e Artes (ABRAMUS), o Selo nasceu como a concretização de mais um serviço oferecido aos associados.
A Cooperativa de Música inaugura com o Selo Cooperativa um novo modelo de negócio, buscando reproduzir idéias bem sucedidas já existentes no mercado e apontar novos rumos nas relações profissionais, ancorada na participação constante dos cooperados, pilar do cooperativismo.
Viabilizando questões práticas da inserção no mercado fonográfico, o Selo Cooperativa licencia títulos de artistas cooperados, oportunizando, quando necessário, a produção executiva de fonogramas já existentes, através do Núcleo de Produção da entidade. Através da parceria firmada com a Tratore, a maior distribuidora independente do Brasil, a Cooperativa viabiliza a distribuição dos títulos.
Embora nem sempre possa investir diretamente na criação da master dos trabalhos fonográficos de cooperados, salvo em momentos pontuais, como prêmios e editais, o Selo Cooperativa pode contribuir e muito com a viabilização do lançamento de discos, DVDs e outros formatos em suportes existentes ou que estão por vir. Neste sentido, o Selo Cooperativa tem a intenção de servir de esteira para que o artista cooperado possa inserir no mercado seu título sem a necessidade de intermediários.
Através da disponibilização de ferramentas como criação de ISRC, Código de Barras, fornecimento de Notas Fiscais de compra e venda, modelos de contratos e liberação de direitos autorais relativos a músicos, autores, editoras e outros aspectos necessários ao lançamento de uma obra lítero-musical - esteja ela num disco completo, numa compilação, em EP ou mesmo lançado como single -, o Selo Cooperativa contribui para que a produção musical de seus sócios saia do projeto e ganhe os ouvidos dos potenciais consumidores, estejam eles no Brasil ou fora dele.
O cooperado que se interessar por lançar seu trabalho fonográfico terá acesso às decisões e estratégias, as quais são e serão sempre permeáveis à opinião e à atuação dos sócios cooperados. Da mesma forma que as decisões dos Conselhos também se submetem à vontade da maioria dos sócios, através das Assembleias, o Selo Cooperativa também sempre consulta os sócios que dele se utilizam para nortear suas decisões.
É meta do Selo Cooperativa investir a longo prazo na produção de obras de caráter didático e produtos em homenagem a personalidades do universo artístico musical, desde que os projetos sejam de autoria dos músicos cooperados. A curadoria do Selo é de responsabilidade do Conselho Artístico da Cooperativa de Música formada atualmente pelos cooperados Luiz Gayotto e Moisés Santana e pelos membros do Conselho Administrativo Carlos Zimbher, Daniel Teixeira e Luis Felipe Gama.
O Catálogo do Selo Cooperativa reúne os seguintes títulos:
. As caixas Trilha, Toada e Trupé e Coleção Turista Aprendiz, ambos do grupo A Barca, totalizando 10 cds e 2 dvds;
. Entrevista com Estela do Patrocínio, de Lincoln Antonio, Georgete Fadel e Juliana Amaral;
. Padê, de Juçara Marçal e Kiko Dinucci;
. Conversa Ribeira, do grupo Conversa Ribeira;
. Cochichando, do grupo homônimo;
. Zazas, da cantora Isla Jai;
. Benedito, do compositor Jonathan Silva;
. Choro canção, de Casa de Marimbondo;
. Zimbher e o’zunido, de Carlos Zimbher;
. Choro elétrico, de 4x0
. Que seja, do grupo Bicho de Pé;
. Senóide, do grupo Axial;
. Circo de pulgas, de Fábio Barros e Grupo Grão;
. Tempo.com, de Márcia Morelli;
. Folias, do grupo Estrambelhados;
. Prá todo mundo dançar!, do Babado de Chita;
. Farinha digital, de Pedro Osmar e Loop B;
. Levante, do Trio Carapiá;
. Gafieira, de Thiago França.
Lançamentos:
. Sem pensar, nem pensar, de Sérgio Molina e Mirian Maria;
. Notas de um sem tempo, de Ana Fridman.
. A cidade enfeitiçada, de Paulo Gusmão